quinta-feira, 20 de agosto de 2015

TRANSPORTE AQUAVIÁRIO

Transporte Hidroviário
Transporte hidroviário é o tipo de transporte aquaviário realizado nas hidrovias (são percursos pré-determinados para o tráfego sobre águas) para transporte de pessoas e mercadorias. As hidrovias de interior podem ser rios, lagos e lagoas navegáveis que receberam algum tipo de melhoria/sinalização/balizamento para que um determinado tipo de embarcação possa trafegar com segurança por esta via.
As hidrovias são de grande importância para este tipo de modal, visto que, através dela consegue-se transportar grandes quantidades de mercadoria a grandes distâncias. Nelas são transportados produtos como: minérios, cascalhos, areia, carvão, ferro, grãos e outros produtos não perecíveis.
Hidrovias:
  • O Brasil possui uma rede hidroviária economicamente navegada de aproximadamente 22.037 km.
  • Segundo o PNLT (2012), a participação do modal aquaviário, considerando hidrovias e cabotagem, é de 13% do total, sendo que as hidrovias respondem por 5%.
  • Segundo o levantamento das vias economicamente navegadas, realizado pela ANTAQ (2014), as principais hidrovias do país são: Amazônica (17.651 quilômetros), Tocantins-Araguaia (1.360 quilômetros), Paraná-Tietê (1.359 quilômetros), Paraguai (591 quilômetros), São Francisco (576 quilômetros), Sul (500 quilômetros).
  • 52% do potencial navegável do país é utilizado para o transporte de cargas ou passageiros, considerando o total previsto no PVN de 1973 e atualizações.
  • 80 % das hidrovias estão na região amazônica, especificamente no complexo Solimões-Amazonas.
  • De acordo com balanço da Antaq, o Brasil movimentou via navegação nos rios internos, 38 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2014.
Fonte: ANTAQ
Características do transporte hidroviário de carga no Brasil:
  • Grande capacidade de carga;
  • Baixo custo de transporte;
  • Baixo custo de manutenção;
  • Baixa flexibilidade;
  • Transporte lento;
  • Influenciado pelas condições climáticas.
  • Baixo custo de implantação quando se analisa uma via de leito natural, mas pode ser elevado se existir necessidade de construção de infraestruturas especiais como: eclusas, barragens, canais, etc.
Fundo da Marinha Mercante (FMM): é a principal fonte de financiamento de longo prazo do setor, destinada a promover o desenvolvimento da marinha mercante e da indústria de construção e reparação naval brasileira. Em 2013, o FMM atingiu um desempenho recorde de R$ 5 bilhões. Foram concluídas 77 embarcações e quatro projetos em estaleiros com valor total de R$ 3,9 bilhões.
Fonte: Ministério dos Transportes
O Brasil possui 8,5 mil quilômetros de costa navegáveis.
O complexo portuário brasileiro movimentou 931 milhões de toneladas de carga bruta em 2013, um crescimento de 2,9% em relação a 2012.
Exportações: o setor portuário é responsável por mais de 90% das exportações do país. Dessa movimentação, 338 milhões de toneladas (36%) foram realizadas pelos Portos Organizados e 593 milhões (64%) pelos Terminais de Uso Privado (TUPs).
Dos 34 portos públicos, 16 são delegados a estados ou municípios e 18 marítimos são administrados diretamente pelas Companhias Docas, sociedades de economia mista, que têm como acionista majoritário o Governo Federal e, portanto, estão diretamente vinculadas à Secretaria de Portos.
São sete companhias responsáveis pelos portos: Companhia Docas do Pará (CDP), Companhia Docas do Ceará (CDC), Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) e Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
Fonte: Secretaria dos Portos. 

PORTO VELHO SE TRANFORMA NA CAPITAL DA NAVEGAÇÃO

Com o compromisso de discutir e encontrar soluções para os graves problemas que afetam a navegação na Amazônia, em especial Rondônia, entre eles a garimpagem ilegal no rio Madeira, a pirataria e a drenagem, Porto Velho será sede nesta quinta-feira (20), a partir das 9h, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do movimento nacional “Capital da Navegação”. A proposta é  expandir o debate sobre a logística no transporte, o desenvolvimento e o futuro do sistema aquaviário
Raimundo Holanda, presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação em Rondônia (Fenavega), há muito o que se conhecer e discutir sobre o tema, mas basicamente a realização deste evento na capital de Rondônia tem um caráter singular por suas características, de modo que se possa identificar os entraves ao desenvolvimento deste importante modal e junto com o Poder Público buscar soluções para os problemas existentes.
Por sua vez, segundo Holanda, o governo de Rondônia tem todo interesse em debater o assunto, observando que a hidrovia do Madeira hoje é o modal que impulsiona as exportações do estado, especialmente de carne, grãos e madeira para a Ásia e China, principalmente.
O governador Confúcio Moura está muito envolvido com o projeto de desenvolvimento da logística de transporte de Rondônia, que passa pela obra do anel viário de acesso aos portos e pela própria ampliação e melhoria do Porto Organizado de Porto Velho.
Holanda explicou que este é um evento que tem corrido o País, passando pelas principais regiões onde as hidrovias constituem importante corredor de transporte. E assim, considerando a importância que o rio Madeira tem para a logística no chamado Corredor Norte, Rondônia passou a figurar neste universo da “Capital da Navegação” com a escolha da cidade de Porto Velho por ser o marco zero da hidrovia do Madeira.
IMPORTÂNCIA
O presidente da Fenavega ressaltou a importância da parceria com o governo de Rondônia para a realização do evento em Porto Velho, destacando a necessária discussão de temas relevantes para a navegação na região. Para ele, é preciso, entre outros assuntos, intensificar o debate sobre a transformação do rio Madeira em uma hidrovia, com drenagem periódica do seu leito, de modo a permitir um calado estável durante todo ano; e ainda uma competente sinalização e a criação de uma carta náutica – um mapa, um traçado do rio -, providências essenciais para uma navegação segura e de resultado, segundo ele.
O primeiro encontro da Capital da Navegação foi realizado da cidade de Belém (PA), passando em seguida pelas cidades de Barra Bonita (SP), sistema Tietê, e por último em Porto Alegre (RS), sempre com o objetivo de identificar problemas e apresentar soluções para o transporte aquaviário.
Em Porto Velho, os organizadores querem ampliar o debate, trazendo para a mesa de discussão, além de questões, como garimpo ilegal, pirataria nos rios, drenagem e sinalização, um projeto para transposição de troncos da hidrovia, privatização, desburocratização da navegação e os investimentos necessários para sua melhoria.
Fonte: Secom
Autor: Secom

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O transporte aquaviário consiste no transporte de mercadorias por barcos, navios ou balsas. Engloba tanto o transporte marítimo, utilizando como via de comunicação os mares abertos, como o transporte fluvial, usando lagos, rios e canais. Como o transporte marítimo representa a grande maioria do transporte, muitas vezes é usado a denominação “marítimo” como sinônimo para qualquer transporte aquático.
O transporte marítimo é o mais utilizado e o principal tipo de transporte no comércio internacional de cargas. Representa mais de 90% de tudo que é transportado ao redor do mundo.
É o sistema mais barato de todos os modais e indicado para o transporte de cargas de grande tonelagem e a longas distâncias, adequado para granéis, como grãos, minérios, petróleo, ferro, carvão, entre outras mercadorias de baixo valor e não perecíveis. Porém, é o meio de transporte mais demorado, dependente das condições meteorológicas e exige a utilização de outro modal auxiliar no percurso inicial e complementar à viagem.

https://blogdorochaseguros.wordpress.com/2014/05/17/modal-aquaviario/